A patética retórica do pregador canastrão

•29/11/2009 • Deixe um comentário

Por Levi Bronzeado, do blog Genizah

A arte de fazer sensacionais sermões para as massas tem sido revitalizada nas últimas décadas. As reformulações têm sido uma constante, a fim de cativar os expectadores a ensimesmarem-se diante de um drama teatral de péssimo gosto, que poderíamos denominá-lo de “cristianismo de resultados imediatos”.

Nesse grande teatro dos absurdos, interessa mais a forma de dizer, do que o que se diz. Os “preletores-atores” da modernidade são homens de raro talento e de uma utilidade real (R$). São pregadores mais eloqüentes do que aqueles vestidos de batinas e barretes quadrados em suas cabeças, que pregam do alto de seus ornamentados púlpitos para uma multidão apática e sonolenta.

Os que mais se destacam são aqueles dotados de todas as qualidades imaginativas, racionais e gestuais. São os menos sensíveis, isto é, são aqueles que sabem impressionar sem demonstrar que lá no fundo são insensíveis aos afetos mais humanos.

Esse comediante de “deu$” capta tudo que o impressiona na Bíblia. Seleciona coletâneas previamente ensaiadas, para seus discursos acalorados e falsos milagres. É uma pessoa genial em lotar vastos salões e estádios. É lá nesse recinto que o seu fantasma se eleva, fazendo sua cabeça tocar às nuvens. Não é o seu coração, mas é a sua cabeça que faz tudo.

São atores que se acham demasiado ocupados em imitar, e que vivem eternamente afetados no íntimo deles próprios. A lágrima que escapa dos seus olhos comove mais que todos os prantos. Nessa trágica comédia gospel, muitos que os ouvem, se dedicam a copiar as suas loucuras e diabruras. No entanto, o olho do prudente capta o ridículo desses espetáculos que a massa ignara não enxerga.

Todo o talento deste “grande homem de deu$” consiste em não sentir, mas inescrupulosamente representar. Os gestos de seu desespero são decorados e foram ensaiados diante de um espelho. Ele sabe o momento exato em que vai tirar o seu lenço para enxugar a lágrima que a emoção deixa rolar. O tremor de sua voz, as palavras suspensas, os sons sufocados e arrastados, o frêmito dos seus membros, a vacilação dos joelhos, os furores, o trejeito patético, a macaquice “sublime”, o soco no ar, a voz rouca se extinguindo ─ , nada chega a lhe perturbar e nem lhe causar melancolia e abatimento da alma. Pelo contrário, tudo isso funciona como um gel anestesiante que inunda o seu divinal “ego”, provocando-lhe delírios e alucinações. As lágrimas desses folclóricos comediantes descem dos seus cérebros, enquanto aquelas do homem sensível brotam do coração.

Às vezes, esse ator midiático se ajoelha no piso brilhante de seu palco, como um sedutor que se ajoelha aos pés da mulher que não ama, mas quer enganá-la. Nada é verdadeiro no palco desse embusteiro gospel. A postura, o modo de caminhar, os bordões para inflamar a plateia ─ tudo é maravilhosamente falso.

Esse ator de terceira categoria não é um piano, nem uma harpa, nem um violino; ele não tem acorde que lhe seja próprio, mas tem o acorde e o tom que lhe convém. Fala sempre, e sempre bem; é um adulador profissional e um grande cortesão. Sim, um grande cortesão da palavra mágica, um fantoche maravilhoso que assume toda espécie de formas ao bel prazer do barbante que está nas mãos do seu “senhor”.

Um pedido simples, e justo

•11/08/2009 • Deixe um comentário

Ao,

Ministro das Relações Internacionais do Governo Brasileiro Celso
Amorim.

Prezado Ministro,

Sou a Dra. Neusah Cerveira, filha do desaparecido político,
primeira vítima conhecida da Operação Condor, Major Joaquim Pires
Cerveira. Sou Também Pesquisadora da FAPERN e Doutora em Ciências
Humanas pela USP.Especialista no estudo das ditaduras latino
americanas.

Exerço também a profissão de jornalista. Autora da tese Memória
da Dor (no prelo) e colaboradora de diversos livros e revistas
indexadas sobre o tema. Membro desde a fundação do Grupo Tortura
Nunca mais (GTNM) e da Cordinadora Continental Bolivariana(CCB)
tendo sido delegada ao segundo Congresso da CCB em fevereiro de
2008.

O motivo dessa missiva é comunicar minha decisão de organizar uma
Brigada Internacional de Solidariedade a Resistência Honduras com
o fim de derrubar a ditadura sanguinária instalada nos pais em 28
de junho de 2009.

Minha decisão se deve em função de ver esgotados todos os outros
meios de ajuda ao povo irmão que vem, que,como o senhor não
ignora, sendo massacrado.

Depois de ter sobrevivido a duas ditaduras, do Brasil e do Chile,
compreendi que lágrimas, súplicas, abaixo assinados não comovem
os carrascos. Então vou, com quem decidir me acompanhar, lutar ao
lado da Resistência Hondurenha.

Para isso peço ajuda para o governo brasileiro para as passagens
…nada mais. Nossa presença em Honduras, ainda que simbólica vai
fortalecer a Resistência e demonstrar nossa solidariedade. Além
de ser um gesto humanitário.

Certa, de que conto com sua solidariedade ao povo irmão,

Agradeço, no aguardo de uma breve resposta.

Atenciosamente,

Prof. Dra. Neusah Cerveira

-

Postado por Flávio Croffi

A História das Coisas

•10/08/2009 • Deixe um comentário

Um documentário bem interessante, que explica a história das coisas em si. Sobre economia, sustentabilidade, matéria e tudo o que o ser humano influi no planeta em ambiente em que vive. Vale a pena conferir.

Postado por Flávio Croffi

Chicken Ala Carte

•26/07/2009 • Deixe um comentário

Em fevereiro de 2006, houve o 56° festival de curtas de Berlin. O tema era: Comida, Sabor e Fome. 3,600 produtores participaram, mas apenas 32 filmes foram selecionados. Este, é o julgado mais popular do festival em questão.
Link para o vídeo: http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte
Tradução da música que toca no vídeo:
Deixe-me te contar a história deles
Que ninguém mais pode ouvir
Como alguém tão sorridente
Pode me trazer próximo à lágrimas
E você nunca saberá
Por que nunca esteve lá
Depois do que vimos
Nós podemos fechar os olhos novamente
Deixe-me te contar a história deles
Você vai pensar que não é verdade
Eu não esqueci, então estou compartilhando com você
Por  todas as coisas que sabemos
O que realmente aprendemos?
Quando fecho meus olhos, as imagens permanecem
E a história deles… começa de novo
“25,000 pessoas morrem de fome todos os dias no mundo”

Em fevereiro de 2006, houve o 56° festival de curtas de Berlin. O tema era: Comida, Sabor e Fome. 3,600 produtores participaram, mas apenas 32 filmes foram selecionados. Este, é o julgado mais popular do festival em questão.

Link para o vídeo: http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte


Tradução da música que toca no vídeo:

Deixe-me te contar a história deles

Que ninguém mais pode ouvir

Como alguém tão sorridente

Pode me trazer próximo à lágrimas

E você nunca saberá

Por que nunca esteve lá

Depois do que vimos

Nós podemos fechar os olhos novamente

Deixe-me te contar a história deles

Você vai pensar que não é verdade

Eu não esqueci, então estou compartilhando com você

Por  todas as coisas que sabemos

O que realmente aprendemos?

Quando fecho meus olhos, as imagens permanecem

E a história deles… começa de novo

“25,000 pessoas morrem de fome todos os dias no mundo”

Postado por Flávio Croffi

Uma coisa boa relacionada ao Michael Jackson

•29/06/2009 • Deixe um comentário

Bem, com todo esse alarde na internet, na mídia e em tudo relacionado ao Michael Jackson, posto aqui um vídeo que ví há muito tempo, mas que ficou na memória. Trata-se de um projeto feito em uma prisão na Filipinas, onde os presos são convidados a fazerem coreografias de dança. Nesta abaixo, você pode ver a da música Thriller, no Michael Jackson. Abaixo, segue um tributo dos internos pela morte do famoso astro.

Vale ressaltar que é irritante o quanto artigos, matérias e tudo sobre o cantor não para de aparecer na TV e nos veículos, apenas por sua morte. Tá ok, já sabemos que ele morreu e era famoso.

Postado por Flávio Croffi

A mídia de hoje e a ruína intelectual de amanhã

•16/06/2009 • 1 Comentário

Ultimamente, os jornais, portais, revistas e principalmente a televisão, utiliza a notícia como um produto de consumo. Tal atitude é clara, devido ao tamanho de atrocidades que se vê na programação ao acionar o aparelho. Um exemplo claro, citado por Ricardo Noblat, em seu livro “A Arte de fazer um Jornal Diário”, é o Jornal Nacional, da Globo, gastar muito mais tempo em notícias da gravidez de uma celebridade como a Xuxa, ao invés de acompanhar e utilizar este tempo como por exemplo o leilão da Telebrás, que foi a maior transação econômica do país, 22 bilhões de reais.

Canais de mídia utilizam a prática para vender, não propriamente para informar. Desta forma segue o rumo da ruína alguns jornais ou revistas. Talvez não ruína financeira, mas sim intelectual. O problema de tal fato, é a ruína financeira de entidades da mídia que prezam pela ética e pela informação, que tentem a apelar pela notícia feita para vender, apenas para sobreviverem.

Este quadro apenas pode ser modificado se nós, leitores, ouvintes e espectadores, tomarmos um rumo diferente, e prezarmos pela informação clara e útil. Ao invés de querer saber se um ídolo nacional tem três ferraris e uma mansão, porque não procurar saber sobre a situação de um país como a Angola, que ficou em guerra civil por 30 anos, enquanto jornais, revistas e emissoras de televisão preocupavam-se em informar o sucesso de uma modelo nas passarelas internacionais?

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Por Flávio Croffi

Visão Periférica

•27/05/2009 • Deixe um comentário

Bem, um post diferente aqui. Resolvi postar a última poesia que escrevi. Normalmente não posto poesias aqui, mas como essa tem alguns toques especiais dos temas URBANIZAÇÂO, SOCIEDADE e FUTURISMO, que tem tudo a ver com este blog, decidi postar. 

 

Caminho pelo deserto, sem sentimento, sem ar… perdendo a cabeça

Envolto da lama árida, pensando como uma carcaça no asfalto

A cada passo uma luta… a cada fração, uma agulha em meus tendões

Existe uma praça, mas não consigo alcançá-la… apenas consigo me manter na dor

Quando levanto cada passo, quando penso em cada pedaço…

Consigo alcançar a beleza da solidão… como um bêbado na calçada

Apreciando a desgraça do mundo, amando cada momento

Envolto de uma sociedade mórbida

Caminho eu, ali… naquele deserto

Onde não se vêem pessoas… mas se vê coringas

Bobos-da-corte vestidos de ternos e gravatas

Pagos para liderar, pagos para caçar, pagos para desnaturar

Agora, corro pelo deserto, em busca de um abrigo

Em meio há tanta areia, eis que um oásis surge

Finalmente, cheguei até a praça. Me vejo como um ser

Sinto como um ser, sou criador, sou arte, sou beleza, sou… amor.

O deserto por toda a volta se esvai quando sinto amor

Nunca mais estarei só.

E posso enxergar o futuro.

Por Flávio Croffi

Ministério da Educação oferece excelente Biblioteca Online

•21/05/2009 • 1 Comentário

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos.
Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci;
· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis  ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais…
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br

Recebi por e-mail um endereço muito interessante, que de fato, deve ser divulgado para todas as pessoas. Trata-se de um espaço do Ministério da Educação, que traz diversos materiais culturais de forma totalmente gratuita. Isso inclui, imagem, vídeo, som e textos. Para se ter uma idéia, são mais de 700 obras da literatuba portuguesa. Fora isso, muito mais conteúdo de diversos tipos. Lá você pode:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci;

· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;

· Ler obras de Machado de Assis  e diversos outros autores de renome;

· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA

· e muito mais…

 

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso de forma totalmente grátis. Para isso, basta acessar o endereço:

www.dominiopublico.gov.br

Postado por Flávio Croffi


 

Criança, a alma do negócio

•19/05/2009 • 2 Comentários

O site do Instituto Alana,uma organização sem fins lucrativos criada em 1994 que tem como missão fomentar e promover a assistência social, a educação, a cultura, a proteção e o amparo da população em geral, lançou um link para baixar um documentário bastante importante sobre negócios e o que a criança de hoje tem a ver com isso.

Com isso, o site colocou em uma de suas páginas de biblioteca, o documentário dirigido porEstela Renner. Abaixo, você confere mais informações e o link para o mesmo.

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mai. De onde vem este desejo constante de consumo?


Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Para baixar o documentário, acesse o site do Instituto Alana, clicando AQUI.

Postado por Flávio Croffi

EPR Olkiluoto 3: um projeto caro, atrasado e sem a mínima segurança

•13/05/2009 • Deixe um comentário

Texto e imagem do site do Greenpeace Brasil

Não bastasse estar com suas obras atrasadas em três anos e ter estourado o orçamento em mais de 50% do valor original, a usina nuclear Olkiluoto 3 agora apresenta mais um problema, desta vez bem mais grave. Segundo denúncia feita pela TV finlandesa nesta terça-feira, o Reator Pressurizado Europeu (EPR, na sigla em inglês) em construção na Finlândia pela estatal francesa tem sérios problemas em seus sistemas de controle eletrônico de segurança. 

A denúncia foi feita com base em uma carta enviada pelo STUK, órgão regulador do setor nuclear finlandês, à Areva, estatal francesa responsável pelas obras da usina EPR – tida como modelo da nova geração de reatores nucleares que a Areva vem tentando vender a diversos países, entre os quais o Brasil.

A carta alerta para a falta de ‘progresso real’ no ‘desenho dos sistemas de controle de proteção”, que poderiam causar a interrupção das obras. Os sistemas eletrônicos de controle estão entre os componentes essenciais de uma usina nuclear. Eles controlam tudo num reator, dos níveis de energia a sistemas de refrigeração, e são essenciais para assegurar os mecanismos de segurança do reator. 

A conformidade do desenho do sistema eletrônico de controle com a regulamentação nuclear deveria ser uma pré-condição para a permissão das obras do reator, que foi dada em 2005.

“Nós alertamos para o fato em 2005 que o desenho do reator francês EPR de Olkiluoto 3 era insuficiente”, afirmou Lauri Myllyvirta, da campanha de Energia do Greenpeace Nórdico na Finlândia. “A Areva obteve vantagem da ingenuidade das autoridades finlandesas e cortou procedimentos essenciais em todas as fases das obras da usina.”

A Areva está envolvida no projeto de construção da usina Angra 3, recém licenciada pelo governo brasileiro. A empresa francesa também participou de serviços recentes de manutenção em Angra 1 e será beneficiada com os tratados de cooperação nuclear assinados entre França e Brasil em dezembro de 2008. O EPR seria forte candidato a modelo de reator no Brasil caso o país confirme sua intenção de construir novas usinas nucleares.

“As notícias vindas da Finlândia mostram que não há nada de novo em relação à tecnologia nuclear. Mesmo em países europeus com forte cultura nuclear, os problemas de segurança, prazos e custos estourados das usinas continuam, bem como segue sem solução o problema do lixo radioativo”, afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha Nuclear do Greenpeace. 

“Ao importar tecnologia nuclear da França, o Brasil importa também esse legado de problemas não resolvidos, aumentando os custos da opção atômica para o  país.”

A carta enviada à presidente da Areva, Anne Lauvergeon, em dezembro de 2008, pelo diretor geral da STUK, Jukka Laaksonen, indica uma falta grave de profissionalismo na construção de Olkiluoto 3, afirmando que “a atitude ou falta de conhecimento profissional” dos representantes da Areva “evita o progresso na solução das preocupações e erros do desenho original não estão sendo corrigidos.” De acordo com a carta, a STUK ainda aguarda que a Areva providencie “um projeto apropriado que siga os princípios básicos da segurança nuclear.”

“A Areva nunca perde uma oportunidade de promover seu inacabado reator nuclear por todo o mundo como sendo seguro, mas aparentemente, as medidas básicas de segurança só existem nos prospectos de vendas da Areva”, afirmou Aslihan Tumer, da campanha de Energia do Greenpeace International. “Isso deve servir de alerta para outros países que ainda consideram fazer negócios com a empresa francesa.”

Postado por Flávio Croffi